

O assoalho pélvico, nossa "tampa da parte debaixo", é formado por um conjunto de músculos ("carne", que contrai e relaxa) e fáscias (aquelas membranas esbranquiçadas que separam um pedaço de carne do outro).
O trabalho dos músculos é contrair para apertar os canais uretra (urina), vagina (sexo) e reto (fezes) auxiliando nas funções urinária, sexual e evacuatória.
Já o trabalho das fáscias é permitir que as dezenas de diferentes músculos do assoalho pélvico deslizem facilmente entre si, permitindo que os músculos trabalhem livres e sem dor.
Tanto os músculos quanto as fáscias do assoalho pélvico devem contrair e relaxar muito bem para realizarem seus trabalhos. Grosso modo, os músculos devem ser capazes de contrair muito bem para segurar a urina, as fezes e apertar o clitóris durante o sexo, e relaxar muito bem para permitir que a urina e as fezes saiam todas com facilidade durante a micção e a evacuação e que o sexo não cause dor.
Do mesmo modo, as fáscias devem ser capazes de contrair muito bem para dar firmeza e aumentar a potência dos músculos durante seu trabalho, e relaxar muito bem para permitir um bom deslizamento entre as centenas de camadas muscular, impedindo o aparecimento de dor durante a atividade dos músculos.
Quando os músculos perdem a capacidade de relaxar, trancando na posição de contração (contratura), chamamos isso de hipertonia.
Quando são as fáscias que não conseguem relaxar direito, trancando na posição de contração (aderências), chamamos isto de hiperatividade.

Um assoalho pélvico hipertônico, cheio de contraturas, está duro à palpação, está tenso e dolorido, como os músculos do pescoço quando estamos muito cansados. Essa dor de contratura, ou dor muscular ou tipo 1, pode ser facilmente tratada por técnicas de liberação miofascial específicas para músculos do assoalho pélvico tensos.
A hipertonia da MAP é responsável por 7 em cada 10 casos de incontinência urinária e está presente em praticamente todos os casos de constipação!
Mas apesar dessa prevalência tão alta, a hipertonia da MAP pode ser tratada por técnicas simples de liberação miofascial, desenvolvidas especialmente para tratar músculos do assoalho pélvico tensos. Em média, o número de sessões necessárias para regredir uma hiperatividade da MAP, quando tratada por uma fisioterapeuta capacitada, é de cerca de cinco sessões (menos de uma semana!).
A hipertonia da MAP causa boa parte das incontinências urinárias, especialmente por aderências conectivas (fáscias presas) ao redor da uretra. Também é responsável pela maioria das dores sexuais, particularmente aquelas dores em ardência no começo da penetração, ou aquelas dores beliscando bem na entrada da vulva ou na glande. A hipertonia da MAP também e a maior causa de ejaculação precoce, por conta de aderências conectivas (fáscias trancadas) na glande do pênis ou do clitóris.
Apesar de ser um problema tão comum, que está presente em praticamente todo mundo, as aderências conectivas que causam a hiperativadade da MAP podem ser regredidos facilmente por técnicas específicas de liberação miofascial para os tecidos conectivos.
Essas técnicas são completamente diferentes das técnicas de liberação miofascial para a liberação de contraturas musculares, e são realizadas por fisioterapeutas pélvicas especialmente capacitadas nestas técnicas. Quando realizadas por profissional treinada, essas técnicas regridem totalmente as dores conectivas e hiperatividade da MAP em cerca de cinco sessões - menos de uma semana de tratamento!
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