Perineo - Biofeedback para o Assoalho Pelvico Feminino
 

O que é Biofeedback?

A maior dificuldade do treino da MAP é fazer com que a mulher perceba o exercício que está fazendo: se está contraindo a musculatura certa, se está contraindo com força suficiente. O jeito mais moderno e eficiente de se ensinar essa contração é o biofeedback.

Este tipo de treinamento é realizado com instrumentos que monitoram a contração muscular: através de sondas anatômicas, anais ou vaginais, a contração da MAP é mostrada numa tela de computador.

Utilizando sinais sonoros (bipes) ou visuais (gráficos), permitem que a mulher perceba o grau da força realizada durante cada contração, seja em sua magnitude ou duração.

Outra forma interessante de biofeedback que retorna informação sobre a contração da MAP são os cones vaginais, que garantem que a esta contração seja eficaz, permitindo o fortalecimento progressivo.



Como funciona?

A maioria dos aparelhos eletrônicos de biofeedback contam com uma sonda, normalmente inflável, que deve ser introduzida no canal vaginal. No momento em que a MAP contrai ao redor desta sonda, a pressão é capturada por uma placa eletrônica e processada por computador. O resultado é um gráfico que mostra exatamente a força, o tempo e o tipo da contração (crescente, decrescente ou constante). Sinais sonoros também podem ser emitidos quando, por exemplo, a força de contração atingir os níveis desejados durante o treinamento.

Na prática a mulher vai contrair a MAP e acompanhar no monitor o desenrolar do gráfico: contornar montanhas (o que significa contrair a MAP de forma crescente para a subida e decrescente para a descida); subir rampas (contrair crescentemente a MAP); etc.



Por que treinar minha MAP com biofeedback?

Este tipo de treinamento da MAP permite um maior controle sobre a força e o tipo da contração muscular, bem como a sua duração. Além, permite um treino eficiente do relaxamento muscular, já que é comum que algumas mulheres saibam contrair mas não relaxar a MAP conscientemente. A importância do relaxamento consciente está em momentos como por exemplo o parto, onde contrações durante o período expulsivo (quando o bebê está saindo) podem gerar lesões graves.

Desta forma, o trabalho sobre a MAP pode ser mais amplo, uma vez que todo o ciclo de contração pode ser monitorado, da contração ao relaxamento e nova contração. Aplica-se o biofeedback na reabilitação da MAP para ensinar o controle voluntário desta musculatura, ensinar os exercícios de fortalecimento e melhorar a coordenação motora do assoalho pélvico.

É importante ressaltar que o treino com o biofeedback não fortalece diretamente a musculatura. Como para qualquer outra musculatura do corpo, para que haja fortalecimento eficaz o treino deve ser realizado com carga (peso), ou seja, através de treinamento manual (com as mãos do terapeuta resistindo à contração) ou com cones vaginais. A função do biofeedback e da eletroterapia são de ensinar a contração para as mulheres incapazes de contrair a MAP satisfatoriamente, e não de fortalecer.

Após aprender a contrair com o biofeedback, a mulher tem mais facilidade de manter sua rotina diária e domiciliar de exercícios simples para a MAP.

Estudos recentes mostram que esta terapia pode inibir as contrações involuntárias da bexiga, nos casos de incontinência urinária por hiperatividade do detrusor (músculo que forma a bexiga em si), ao melhorarem a força e coordenação dos músculos. O biofeedback permite a distinção da musculatura contraída acessoriamente durante o esvaziamento da bexiga (musc. abdominal), daquela contraída no momento inverso, ao conter-se a urina durante uma elevação da pressão intraabdominal - tossindo, etc, (musc. do assoalho pélvico).

Praticamente não existem contraindicações, o método é divertido e não oferece desconforto.