Perineo - Orgasmo Prematuro - Ejaculação Precoce
 

Você sabia que praticar regularmente os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico melhora o autoconhecimento sexual, a coordenação motora local e o controle sobre o orgasmo/ejaculação?


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Orgasmo, ejaculação e reflexo ejaculatório

Ejaculação é o termo utilizado para definir a emissão de sêmen (espermatozoides, líquido das vesículas seminais e líquido prostático).

Orgasmo são as contrações rítmicas que caracterizam o clímax da relação sexual, momento no qual, no homem, normalmente acontece a ejaculação.

Orgasmo e ejaculação são desencadeados por um reflexo medular, automático, chamado reflexo ejaculatório.

São dois fenômenos distintos e que podem acontecer independentemente: pode acontecer um orgasmo mais brando com contrações mais fracas, sem que uma gota de sêmen deixe o pênis. Por outro lado, a contração das vesículas seminais pode ocasionar perda de sêmen mesmo fora de momentos de orgasmo, com as características e fortes contrações da musculatura do assoalho pélvico (MAP).

Por este motivo o termo ejaculação precoce, utilizado para designar a dificuldade de retardar ou controlar o orgasmo masculino até a satisfação do homem e/ou sua parceira(o), parece não ser tão apropriado. Por este motivo utilizamos aqui, para este fim, o termo orgasmo precoce que, clinicamente, pode se traduzir num problema tanto masculino quanto feminino.


O que é orgasmo precoce (OP)?

É a incapacidade de retardar o orgasmo e todas ou quase todas as penetrações vaginais, ou até que o homem e parceira estejam satisfeitos. É uma das disfunções sexuais masculinas mais comum, atingindo dois em caca cinco homens em todo o mundo.


Quais são as causas do orgasmo precoce?

Apesar de se imaginar que o distúrbio é causado unicamente por problemas emocionais, o mais comum é uma combinação de fatores físicos (corporais) e psíquicos (emocionais).

Dentre os fatores emocionais destacam-se ansiedade, insatisfação sexual, conflitos em geral, estresse e preocupação com a disfunção erétil.

Já os fatores físicos (corporais) que podem levar ao OP estão distúrbios hormonais, especialmente da glândula tireoide, doenças inflamatórias, fatores genéticos, hiperatividade da musculatura do assoalho pélvico (MAP) e uso de sedativos.

Conhecer exatamente quais fatores físicos e emocionais estão influenciando o OP de cada caso é fundamental para o sucesso do tratamento.


Musculatura do assoalho pélvico no controle do orgasmo

A musculatura do assoalho pélvico (MAP) pode ser sentida, no homem, como os músculos que fecham o ânus e apertam a base do pênis ao mesmo tempo. Quando o homem está em ereção e contrai sua MAP, ele percebe um rápido aumento no enrijecimento.

O orgasmo é caracterizado por contrações rítmicas e sequenciais de músculos involuntários que envolvem os testículos (que fabricam os espermatozoides), os epidídimos (que armazenam os espermatozoides), as vesículas seminais (que fabricam o gel que compõe o sêmen), a próstata (que fabrica o solvente do gel seminal), o pênis (que conduz o sêmen para fora do corpo), e de músculos voluntários (que contraem por nossa vontade), os músculos do assoalho pélvico (que aceleram e dão potência ao jato).

A contração voluntária da MAP é capaz de inibir o reflexo ejaculatório. Ou seja: controlar o orgasmo.

De todos estes músculos, os maiores e mais potentes são a MAP, que também é a única de contração voluntária, ou seja, que conseguimos contrair por própria vontade (os demais contraem automaticamente, independente de nossa vontade). Apesar de voluntária, a MAP se relacionada com todos os outros músculos, de modo que ao contrairmos voluntariamente a MAP conseguimos influenciar os outros, mesmo os involuntários.


Como tratar?

Por se tratar de um problema que pode ser causado por várias situações distintas, a avaliação multiprofissional (por profissionais de saúde diferentes) é altamente recomendada. Saber exatamente o que está causando o problema é o primeiro passo para que o tratamento seja, de fato, eficaz.

A contração da MAP, musculatura ao redor do ânus e da base do pênis, é capaz de inibir reflexos medulares, como o reflexo urinário e o ejaculatório.

Noutros termos, ao contrair a MAP ativamente durante a relação sexual, e especialmente naqueles momentos que antecedem o orgasmo, o homem pode inibir o reflexo ejaculatório, e assim evitar temporariamente o orgasmo. É esta a base do tratamento fisioterápico para o OP.

Por ser um método sem efeitos colaterais, a fisioterapia pélvica, especialmente exercícios do assoalho pélvico, auxiliados ou não por biofeedback ou eletroestimulação, em conjunto com a psicoterapia, devem ser a primeira opção de tratamento para homens com OP.

Especialmente o treinamento da coordenação motora da MAP apresenta grande sucesso no estabelecimento ou restabelecimento do controle sobre o orgasmo.